Reparar

Senhor, Reparo financeira e moralmente a todos que na minha dependência eu prejudiquei. Ajuda-me a resgatar a minha dignidade e a confiança dos meus. Restaura-me!

O sétimo passo ajudará na reconciliação com as pessoas que prejudicamos e que ainda temos dificuldade de convivência ou de perdoar. A reparação é um ato de humildade, esse princípio espiritual que estamos cultivando desde  primeiro passo também faz cm que reconheçamos nossos erros. A realidade é que magoamos muitas pessoas e que muitas pessoas nos magoaram, mas com a ajuda de Deus saberemos esquecer os prejuízos com a reparação. Sozinhos não conseguiremos. Precisamos orar e pedir a Deus força, coragem e discernimento para aguardar o momento adequado de realizar nossas reparações e assim sermos curados em nossos relacionamentos.

O ato de fazer reparações nos livra de nossos ressentimentos. Alcançamos serenidade em nossas vidas buscando o perdão dos que prejudicamos e melhorando onde for necessário. Sem a reparação, ressentimentos continuarão a solapar nosso crescimento. Fazer reparações livra-nos da falsa culpa e promove a liberdade e a saúde na mente e no corpo. Algumas pessoas às quais prejudicamos sentem amargura a nosso respeito. Outras sentem-se ameaçadas por nós e ressentem a nossa mudança de comportamento. Podemos rezar por elas e pedir o conhecimento da sabedoria de Cristo. Deus nos dá o discernimento para saber se é ou não oportuno encarar essas pessoas diretamente. Só podemos rezar para que Deus prepare seus corações para receber nossas reparações na hora em que Ele assim desejar.

Deus já nos perdoou pelas ações que nos separavam Dele. agora buscar n’Ele a capacidade de perdoarmos e pedir perdão é importante  para a nossa constante recuperação. Não podemos mudar o nosso passado, mas o presente podemos passar a limpo aceitando a nossa recuperação. Não podemos mudar o nosso passado, mas o presente podemos passar a limpo aceitando nossa responsabilidade.

A maior dificuldade de relacionamento que temos é com as pessoas que mais amamos, aquelas que mais amamos, aquelas que mais temos convivência: nossa família. No relacionamento familiar é comum observarmos vários sentimentos juntos como a mágoa e o ressentimento, que nos trazem angústia e podem se transformar em outros como a fuga, raiva e até o ódio. Por isso é de fundamental importância que nós perdoemos todos aqueles que nos feriram e que perdoemos a nós mesmos também. O amor é à base de tudo e perdoar é amar. Deus é amor (Jo 4,16) diz a sua Palavra. Quando o apóstolo perguntou a Jesus quantas vezes deveria perdoar, Jesus respondeu: “70×7″, ou seja, SEMPRE!

No sétimo passo começamos a crescer, a fazer o que as pessoas amadurecidas espiritualmente fazem – aceitar a responsabilidade de nossos atos sem levar em conta o mal que os outros nos fizeram.

Para muitos de nós será difícil admitir nossas más ações. O padrão de nossas vidas tem sido culpar os outros e buscar reparação pelos danos feitos a nós. Quando olhamos para nosso passado vemos que todas as vezes que tentamos uma reparação apenas conseguimos causar mais estragos pois queríamos que reconhecessem o mal que eles nos causaram. Insistindo em nosso senso de justiça perdemos a capacidade de estabelecer e alcançar metas positivas. Esses sentimentos continuarão a impedir nosso crescimento enquanto continuarmos a julgar os outros e a nos concentrar em suas más ações. Não há dúvidas que os outros tem imperfeições, mas nossa tarefa é nos concentrar em nossos comportamentos.

Nesse passo enfrentamos mais claramente a relação entra as nossas feridas e a forma com que ferimos os outros. Toda pessoa que foi ferida e sofreu alguma forma de abuso acaba ferindo e abusando de outras pessoas de alguma forma. Isso resulta em relacionamentos doentios pelos quais somos responsáveis pelo menos em uma parte. Nesse caso buscamos reconhecer nossa responsabilidade e mudar nossa forma de nos relacionarmos com as pessoas.

O sétimo passo nos põe em ação para realizarmos as reparações que se fazem necessárias. No entanto, podemos entrar em um processo de auto-engano acreditando que “ainda não é a hora certa para a reparação”, achando mil desculpas para não encarar aqueles que prejudicamos. Outras vezes fantasiamos que consertar os erros do passado não é necessário e simplesmente precisamos alterar nosso comportamento atual.

Devemos ser honestos conosco e não adiarmos nada por causa do medo. Deus não nos deu espírito de medo e sim de coragem para que possamos aceitar as consequências do nosso pecado e assumir as responsabilidades para a restauração do bem estar daqueles que nós prejudicamos em nossos comportamentos doentios.

Ainda há a possibilidade de acharmos que as pessoas vão mudar de atitude porque estamos fazendo reparações. É possível que eles não mudem e nosso bem estar não pode ser motivado pela atitude do outro, mas sim que essa é uma decisão pessoal de praticar o programa e é nisso que devemos encontrar consolo.

Danos são prejuízos que causamos as pessoas. Não queríamos esse resultado mas aconteceu, hoje, em recuperação, queremos reconstruir os nossos relacionamentos com pedidos de desculpas, reparações, perdoando e pedindo perdão. A felicidade vai chegar para nós à medida em que voltarmos a manter um bom relacionamento com as pessoas que amamos. Viva e deixe viver!

 

Fonte: Pastoral da Sobriedade – CNBB – Regional Sul I – Cartilha do Agente

 

Sugestões, dúvidas ou quaisquer bate papo, entre em contato conosco!
pastoraldasobriedade@hotmail.com.br 

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