A Mística da Pastoral

A mística não possui uma definição única, mas podemos afirmar que é uma energia que facilita a audácia.

Não é com a timidez, mas com a audácia que se conduz um empreendimento difícil, como é o caso da Pastoral da Sobriedade.

A mística infunde coragem, entusiasmo e então ficamos surpreendidos com o que conseguimos fazer.

Sem certo amor ao risco, nada acontece de novo.

Ousar é a melhor maneira para vencer. Precisamos de uma Santa Ousadia.

Quando falta energia elétrica acontecem muitos transtornos. O mesmo se dá com a falta de mística.

Há muitos que desanimam na primeira dificuldade. Isso pode acontecer também nos grupos de auto-ajuda.

Nossa mística é conseqüência de sadia espiritualidade.

Cristo veio trazer fogo ao mundo. O fogo a que se refere é próprio amor divino, o Espírito Santo.

Cristo ao prometer o envio do Espírito Santo, usou ainda outra metáfora: “Rios de água viva” que brotariam de nosso interior.

Fogo, água viva, sopro divino, sabedoria, fortaleza, piedade, fecundidade, tudo isso e muito mais é o que faz de nossa mística não algo abstrato, mas vasos novos, ossos ressequidos, transformados em exército, cânticos novos, novos céus, novas terras!

Eis que faço novas todas as coisas!

O sobrenatural se torna natural em nós; como constatou São Paulo.
“Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”.
Ou então: “Tudo posso naquele que me conforta”.

Nós da Pastoral da Sobriedade temos uma mística própria, que possibilita fazer dos preteridos os preferidos e que coincide com a missão da Jesus: “Eu vim salvar quem está perdido”, sempre obediente ao amor do Pai.

Nada é demais quando é Deus quem pede.

Tem só uma coisa que Deus não consegue fazer; deixar de amar, eu você, o caído.

Temos a nossa disposição o Sangue de Jesus, o qual não perdeu o poder; a sua Palavra, que é a lâmpada que ilumina os nossos passos; a Eucaristia, ou seja, o amor oblativo que tendo amado os seus, amou-os até o fim.

Esse amor é que alimenta nossa mística e que nos faz constatar tantas coisas. Acredito que não existem pessoas difíceis, mas sim mal amadas.

Não tenha medo de amar cada vez mais e melhor, porque: “O amor jamais passará” e é para lá que estamos caminhando.

Um amor divino me espera.

Dom Irineu Danelon
Bispo Diocesano de Lins

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